Nunca é tarde: comece a trocar compras no cartão por passagens

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Não atingi o status black-gold-mega-plus no meu cartão de crédito. Sim, no singular, já que há anos resolvi ter apenas um fatura, o que sem dúvida é um ganho de vida. Morando na Espanha, mantenho apenas um plástico — Visa Platinum — emitido no Brasil.

Acredito que o desperdício acontece por três motivos principais: falta de informação (sério que meu cartão tem algum benefício?), de motivação (“parece que preciso juntar muiiiito pra conseguir uma viagem”), ou esquecimento (perdi o prazo de novo!!!). Às vezes mais de um combinado.

Por isso, resolvi fazer um breve manual para que você possa andar andar simplesmente juntando compras no seu pedaço de plástico. Para começar:

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Para trocar compras por passagens você tem que se inscrever em algum programa de lealdade das cias. É simples e de graça. As quatro grandes empresas operando rotas domésticas têm programas próprios. O da Latam é o Multiplus; o da Gol, o Smiles; o da Azul, o Tudo Azul; e o da Avianca, o programa Amigo.

Os cartões de crédito também costumam estar associados a empresas estrangeiras que operam no Brasil. Ao fazer compras com o Visa Platinum do Santander, por exemplo, posso transferir os pontos aos programas da Aeroméxico, Delta (EUA), TAP (Portugal), entre outras. Se você é passageiro frequente de alguma dessas cias, deve considerar essa opção. Caso não seja, saiba que as aéreas brasileiras estão associadas a empresas de fora — a Latam faz parte de uma aliança de companhias chamada One World; a Avianca, da Star Alliance; a Gol tem várias parcerias avulsas; e a Azul algumas. Isso significa que, mesmo ao transferir pontos para as aéreas brasileiras, você poderá emitir trechos internacionais. Por exemplo: você pode passar pontos do seu cartão de crédito para o Smiles/GOL e emitir (online!) um trecho entre Roma e Madri, por exemplo. Isso porque a GOL é parceira da Alitalia, que opera a rota.
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3- Escolha o cartão mais vantajoso.

Não faltam bancos no Brasil — contei 68 em uma pesquisa rápida –, muito menos opções de cartões de crédito. Somando-se papéis de plástico — uma análise combinatória entre número de bancos, os perfis de clientes (básico, premiun, black, etc) e as próprias bandeiras de cartões (Visa, Mastercard, etc) –, pelo menos 180 tipos podem ser emitidos.

A regra para trocar compras no crédito por passagens é simples: mais consumo significa mais pontos (milhas); e mais pontos, mais passagens aéreas. Mas há diferenças essenciais de benefícios entre os diversos cartões existentes, como explico a seguir, no passo a passo para você escolher a tarjeta com melhor custo-benefício.

1- O primeiro passo é pesquisar se o seu cartão está vinculado ao benefício de troca por milhas. Cartões universitários ou sem taxa de anuidade como padrão, por exemplo, geralmente não permitem a troca.

2- O segundo passo é ligar para o seu banco e saber o cartão já está habilitado para somar pontos. Quase sempre a soma é automática. Isso não significa que você terá, quando se inscreva, a soma de pontos acumulados desde o dia que começou a gastar. Isso porque os pontos costumam ter prazo de validade. Caso você eseja iniciante em trocas, muito provavelmente tenha perdido parte deles. Mas se anime: sempre é hora de gastar (rs) e trocar suas compras por viagens.

Os pontos são eliminados, em geral, dois anos depois de acumulados, mas há cartões mais generosos, inclusive os sem prazo de troca. Vale a pena saber em que perfil o seu se encaixa.

Importante: como tática para aumentar o gasto dos cartões, os bancos há alguns anos limitaram a transferênciq de pontos por milhas a um mínimo de pontuação acumulada. Com meu Santander Platinum, por exemplo, só posso pedir a troca do acumulado no banco para determinado programa de fidelidade depois de haver juntado 15 mil pontos. Caso não tenha comprado esse valor em dois anos [o tempo que os pontos expiram], simplesmente os vejo evaporar.

Por isso, ao fazer o dever de casa sobre o perfil do melhor cartão para você, é essencial saber qual o lote mínimo de transferência para os programas de fidelidade. E, claro, se é condizente com as suas despesas.

3- O terceiro passo é checar a relação entre o gasto no cartão e o acumulado em pontos. A regra geral é de, a cada 1 dólar gasto, você acumula 1 ponto nas cias aéreas, mas há cartões em que o mesmo dólar gasto rende até 4 milhas. Isso significa acumular pontos quase três vezes mais rapidamente. Antes de migrar para esses cartões mais generosos — geralmente mais renda/gastos abre o leque de possibilidades –, vale a pena comparar informações importantes, como a taxa de anuidade — quase sempre negiciável, frisa-se — e se um ou outro permitem alguma vantagem, como o acesso a salas vip em aeroportos.

Às vezes, perde-se por um lado e se ganha por outro. Comparar é sempre preciso. Para ajudá-lo, publico abaixo um ranking preparado pelo site Melhores Destinos — para mim o melhor caçador de passagens baratas do país. Nele, você poderá ver os 30 melhores cartões considerando benefícios como os pontos recebidos por compras,as salas vip e a anuidade paga. Uma ajuda e tanto.

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30 melhores cartões para voar (clique na seta / fotos)

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dados atualizados de novembro de 2016

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4- O quarto passo é, depois de ter escolhido o seu melhor cartão e comprado bastante (parte fácil, rs), ligar para o seu banco e solicitar a transferência da sua pontuação para o(s) programa(s) de fidelidade desejados. Em geral, você pode dividir a transferência dos pontos entre vários programas fidelidade, a partir de lotes de 1000 pontos, caso considere conveniente. Alguns bancos permitem ainda saber seu saldo de pontos e transferi-los diretamente pela internet. Lembre-se: você deverá ligar para o banco, e não para a bandeira do cartão.

5- O quinto passo é anotar o número de protocolo de transferência e confirmar se as milhas foram creditadas no prazo combinado. Já aconteceu comigo de elas evaporarem. Sem qualquer referência, o processo para recuperá-las, caso sumam, será mais difícil.

Há muito mais a dizer sobre milhas, e certamente voltarei ao assunto em outros posts. Por exemplo: é importante que você saiba que gastar no cartão de crédito é apenas uma forma de somar pontos, mas há outras, por exemplo: os trechos voados nas cias somam pontam de acordo com diferentes critérios, como classe da passagem comprada, distância do voo, seu status de cliente com a cia, etc; as cias aéreas criaram e/ou se associaram a empresas que permitem somar pontos para ser trocados por passagens, mas também por pacotes de viagens, diárias em hotéis, gasolina, produtos, crédito em supermercados etc. O programa Smiles da Gol, por exemplo, anunciou há pouco que ao abestecer nos postos Shell você pode somar pontos, caso comunique seu número Smiles na hora de encher o tanque. O Multiplus, associado à TAM, tem dezenas de possibilidades de acumular pontos e realizar trocas. De passagens a eletrodomésticos, a ingressos para shows e descontos no supermercado, o cartel é amplo..

A dica para acelerar o acúmulo e ver todas as opções de soma dessas redes de ponto, e focar em utilizá-las. O processo de juntar, saber o saldo e trocá-lo pode ser confuso, mas não deixe para depois. Ouvi uma vez que ponto bom é ponto gasto, e tomei a nota para mim. Programas mudam de regra, pontos expiram, desaparecem, perdem valor. Certamente você passará maus bocados para concluir o processo em algum momento — neste item, a TAM (agora Latam), é campeã de confusão. Para trocar pontos por passagens, há até pouco tempo havia uma senha de acesso ao site, outra de troca, e dificuldade de recuperá-las caso esquecidas — o que é altamente possível num mundo de 1001 senhas. A coisa piorou depois da criação do Multiplus, parte do grupo, já que a TAM passou a direcionar os clientes que queriam trocar pontos por passagens essa plataforma, com novas senhas (geralmente o CPF para acesso) para conclusão do processo. Depois da fusão com a LAN, os programas Lan Pass e Tam Fidelidade se uniram, causando uma nova rodada de transtorno: “a partir de agora, você terá uma senha única e bla bla bla”.

Sala Vip Mastercard Black: benefício restrito a maiores gastadores do cartão
Sala Vip Mastercard Black: benefício restrito a maiores gastadores do cartão

O esforço pode valer a pena, como disse no início do post. Se às vezes voar com pontos é proibitivo, exigindo-se quantidade colossais para viagens curtar, em outras há verdadeiras barbadas. Trechos nacionais a 2 mil pontos no Smiles ou internacionais e até transcontinentais por 20 mil no Fidelidade são apenas alguns exemplos. Qual o melhor programa? Como ser estratégico para utilizar pontos? Temas para próximos posts. Por agora, à ação: quantos pontos você tem nesse momento?

Leia mais: 7 erros comuns ao usar o cartão de crédito

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